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    <title>Interact podcast</title>
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    <description>Ouvir e Aprender</description>
    <language>pt</language>
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    <pubDate>Thu, 05 Nov 2009 13:43:14 GMT</pubDate>
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    <itunes:subtitle>Ouvir e Aprender</itunes:subtitle>
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    <itunes:author>Jose Paulo Santos</itunes:author>
    <itunes:summary>O Interact Podcast integra o Projecto "Interact - quadro interactivo na sala de aula" e serve de apoio &#224;s v&#225;rias disciplinas e ciclos de ensino.
S&#227;o textos lidos, poesia, deambula&#231;&#245;es, sonhos...</itunes:summary>
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      <title>Projecto Interact na R&#225;dio Azem&#233;is FM 89.7 Mhz</title>
      <description>&lt;img src="http://jprsantos.podOmatic.com/mymedia/thumb/1027243/0x0_682029.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Ou&#231;a a reportagem realizada pela R&#225;dio Azem&#233;is FM sobre o Semin&#225;rio que decorreu na Escola EB 2.3 Bento Carqueja, no passado dia 19 de Julho 2007.
S&#237;tio da C&#226;mara Municipal de Oliveira de Azem&#233;is: http://www.cm-oaz.pt/index.php?lop=artigo&amp;op=d9d4f495e875a2e075a1a4a6e1b9770f&amp;id=a7d8ae4569120b5bec12e7b6e9648b86
Veja aqui a not&#237;cia http://www.azfm.com/noticias/detalhes.php?cod=13649
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      <pubDate>Mon, 23 Jul 2007 15:46:12 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-19</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-07-23</dcterms:created>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>Ou&#231;a a reportagem realizada pela R&#225;dio Azem&#233;is FM sobre o Semin&#225;rio que decorreu na Escola EB 2.3 Bento Carqueja, no passado dia 19 de Julho 2007.
S&#237;tio da C&#226;mara Municipal de Oliveira de Azem&#233;is: http://www.cm-oaz.pt/index.php?lop=artigo&amp;op=d9d4f495e875a2e075a1a4a6e1b9770f&amp;id=a7d8ae4569120b5bec12e7b6e9648b86
Veja aqui a not&#237;cia http://www.azfm.com/noticias/detalhes.php?cod=13649
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    </item>
    <item>
      <title>Tr&#234;s poemas de M&#225;rio-Henrique Leiria</title>
      <description>&lt;img src="http://jprsantos.podOmatic.com/mymedia/thumb/1027243/0x0_682030.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;** A Fam&#237;lia **

Vamos &#224; pesca
disse o pai
para os tr&#234;s filhos
vamos &#224; pesca do esturj&#227;o
nada melhor do que pescar
para conservar
a uni&#227;o familiar
a m&#227;e deu-lhe raz&#227;o
e preparou
sem mais deten&#231;a
um bom farnel
sopa de couves com feij&#227;o
para ir tamb&#233;m
&#224; pescaria do esturj&#227;o
e a m&#227;e e o pai
e os tr&#234;s filhos
foram &#224; pesca
do esturj&#227;o
todos atentos
satisfeit&#237;ssimos
que bom pescar
o esturj&#227;o!
que bom comer
o belo farnel
sopa de couves com feij&#227;o!
e foi ent&#227;o
que apanharam
um magn&#237;fico esturj&#227;o
que logo quiseram
ali fritar
mas enganaram-se na fritada
e z&#225;s fritaram o velho pai
apetitoso
muito melhor
mais saboroso
do que o esturj&#227;o

vamos para casa
disse o esturj&#227;o.


** Rif&#227;o quotidiano **

Uma n&#234;spera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia

chegou a Velha
e disse
olha uma n&#234;spera
e z&#225;s comeu-a

&#233; o que acontece
&#224;s n&#234;speras
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece


** Cega-rega das Crian&#231;as **

A Velha dormindo
o rato roendo
a Velha zumbindo
o rato correndo
a Velha rosnando
o rato rapando
a Velha acordando
o rato calando
a Velha em sentido
o rato escondido
a Velha marchando
o rato mirando
a Velha dizendo
o rato escutando
a Velha ordenando
o rato fazendo
a Velha correndo
o rato fugindo
a Velha caindo
o rato parando
a Velha olhando
o rato esperando
a Velha tremendo
o rato avan&#231;ando
a Velha gritando
o rato comendo


in "Os Novos Contos do Gin-Tonic"

___________________________________
M&#250;sica:  Gaiteiros de Lisboa, com o tema "Macar&#233;u"
Voz: Jos&#233; Paulo Santos
Edi&#231;&#227;o &#225;udio: Audacity</description>
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      <pubDate>Sun, 25 Mar 2007 01:14:02 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-18</dcterms:modified>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>** A Fam&#237;lia **

Vamos &#224; pesca
disse o pai
para os tr&#234;s filhos
vamos &#224; pesca do esturj&#227;o
nada melhor do que pescar
para conservar
a uni&#227;o familiar
a m&#227;e deu-lhe raz&#227;o
e preparou
sem mais deten&#231;a
um bom farnel
sopa de couves com feij&#227;o
para ir tamb&#233;m
&#224; pescaria do esturj&#227;o
e a m&#227;e e o pai
e os tr&#234;s filhos
foram &#224; pesca
do esturj&#227;o
todos atentos
satisfeit&#237;ssimos
que bom pescar
o esturj&#227;o!
que bom comer
o belo farnel
sopa de couves com feij&#227;o!
e foi ent&#227;o
que apanharam
um magn&#237;fico esturj&#227;o
que logo quiseram
ali fritar
mas enganaram-se na fritada
e z&#225;s fritaram o velho pai
apetitoso
muito melhor
mais saboroso
do que o esturj&#227;o

vamos para casa
disse o esturj&#227;o.


** Rif&#227;o quotidiano **

Uma n&#234;spera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia

chegou a Velha
e disse
olha uma n&#234;spera
e z&#225;s comeu-a

&#233; o que acontece
&#224;s n&#234;speras
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece


** Cega-rega das Crian&#231;as **

A Velha dormindo
o rato roendo
a Velha zumbindo
o rato correndo
a Velha rosnando
o rato rapando
a Velha acordando
o rato calando
a Velha em sentido
o rato escondido
a Velha marchando
o rato mirando
a Velha dizendo
o rato escutando
a Velha ordenando
o rato fazendo
a Velha correndo
o rato fugindo
a Velha caindo
o rato parando
a Velha olhando
o rato esperando
a Velha tremendo
o rato avan&#231;ando
a Velha gritando
o rato comendo


in "Os Novos Contos do Gin-Tonic"

___________________________________
M&#250;sica:  Gaiteiros de Lisboa, com o tema "Macar&#233;u"
Voz: Jos&#233; Paulo Santos
Edi&#231;&#227;o &#225;udio: Audacity</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema &#224; M&#227;e - Eug&#233;nio de Andrade</title>
      <description>&lt;img src="http://jprsantos.podOmatic.com/mymedia/thumb/1027243/0x0_869887.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;No mais fundo de ti
Eu sei que te tra&#237;, m&#227;e.

Tudo porque j&#225; n&#227;o sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.

Tudo porque ignoras
Que h&#225; leitos onde o frio n&#227;o se demora
E noites rumorosas de &#225;guas matinais.

Por isso, &#224;s vezes, as palavras que te digo
S&#227;o duras, m&#227;e,
E o nosso amor &#233; infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao cora&#231;&#227;o
No retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez n&#227;o enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E at&#233; o meu cora&#231;&#227;o
Ficou enorme, m&#227;e!

Olha - queres ouvir-me? -
&#192;s vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;

Ainda aperto contra o cora&#231;&#227;o
Rosas t&#227;o brancas
Como as que tens na moldura;

Ainda oi&#231;o a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal...

Mas - tu sabes - a noite &#233; enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu sa&#237; da moldura,
Dei &#224;s aves os meus olhos a beber.

N&#227;o me esqueci de nada, m&#227;e.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves. 


______________________
Voz: Jos&#233; Paulo Santos
M&#250;sica de fundo: Ant&#243;nio Chainho e Teresa Salgueiro - "Sombra e nada mais"
Produzido com Audacity

Nota: aconselha-se a audi&#231;&#227;o com auscultadores
</description>
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      <pubDate>Thu, 22 Mar 2007 14:03:18 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-18</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-03-22</dcterms:created>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>No mais fundo de ti
Eu sei que te tra&#237;, m&#227;e.

Tudo porque j&#225; n&#227;o sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.

Tudo porque ignoras
Que h&#225; leitos onde o frio n&#227;o se demora
E noites rumorosas de &#225;guas matinais.

Por isso, &#224;s vezes, as palavras que te digo
S&#227;o duras, m&#227;e,
E o nosso amor &#233; infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao cora&#231;&#227;o
No retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez n&#227;o enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E at&#233; o meu cora&#231;&#227;o
Ficou enorme, m&#227;e!

Olha - queres ouvir-me? -
&#192;s vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;

Ainda aperto contra o cora&#231;&#227;o
Rosas t&#227;o brancas
Como as que tens na moldura;

Ainda oi&#231;o a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal...

Mas - tu sabes - a noite &#233; enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu sa&#237; da moldura,
Dei &#224;s aves os meus olhos a beber.

N&#227;o me esqueci de nada, m&#227;e.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves. 


______________________
Voz: Jos&#233; Paulo Santos
M&#250;sica de fundo: Ant&#243;nio Chainho e Teresa Salgueiro - "Sombra e nada mais"
Produzido com Audacity

Nota: aconselha-se a audi&#231;&#227;o com auscultadores
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    <item>
      <title>Poema Ser Poeta - Florbela Espanca</title>
      <description>&lt;img src="http://jprsantos.podOmatic.com/mymedia/thumb/1027243/0x0_682032.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Ser poeta &#233; ser mais alto, &#233; ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
&#201; ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de &#193;quem e de Al&#233;m Dor!

&#201; ter de mil desejos o esplendor
E n&#227;o saber sequer que se deseja!
&#201; ter c&#225; dentro um astro que flameja,
&#201; ter garras e asas de condor!

&#201; ter fome, &#233; ter sede de Infinito!
Por elmo, as manh&#227;s de oiro e de cetim...
&#201; condensar o mundo num s&#243; grito!

E &#233; amar-te, assim, perdidamente...
&#201; seres alma, e sangue, e vida em mim
E diz&#234;-lo cantando a toda a gente!


Dito por Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 20:55:08 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-17</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-03-20</dcterms:created>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>Ser poeta &#233; ser mais alto, &#233; ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
&#201; ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de &#193;quem e de Al&#233;m Dor!

&#201; ter de mil desejos o esplendor
E n&#227;o saber sequer que se deseja!
&#201; ter c&#225; dentro um astro que flameja,
&#201; ter garras e asas de condor!

&#201; ter fome, &#233; ter sede de Infinito!
Por elmo, as manh&#227;s de oiro e de cetim...
&#201; condensar o mundo num s&#243; grito!

E &#233; amar-te, assim, perdidamente...
&#201; seres alma, e sangue, e vida em mim
E diz&#234;-lo cantando a toda a gente!


Dito por Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema Faz o favor... - M&#225;rio Cesariny</title>
      <description>&lt;img src="http://jprsantos.podOmatic.com/mymedia/thumb/1027243/0x0_682033.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Faz-me o favor de n&#227;o dizer absolutamente nada!
Supor o que dir&#225;
Tua boca velada
&#201; ouvir-te j&#225;.

&#201; ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que &#233;s nao vem &#224; flor
Das caras e dos dias.

Tu &#233;s melhor -- muito melhor!--
Do que tu. N&#227;o digas nada. S&#234;
Alma do corpo nu
Que do espelho se v&#234;.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 20:31:25 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-18</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-03-20</dcterms:created>
      <link>http://jprsantos.podOmatic.com</link>
      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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Supor o que dir&#225;
Tua boca velada
&#201; ouvir-te j&#225;.

&#201; ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que &#233;s nao vem &#224; flor
Das caras e dos dias.

Tu &#233;s melhor -- muito melhor!--
Do que tu. N&#227;o digas nada. S&#234;
Alma do corpo nu
Que do espelho se v&#234;.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema Quando Estou S&#243; Reconhe&#231;o - Fernando Pessoa</title>
      <description>&lt;img src="http://jprsantos.podOmatic.com/mymedia/thumb/1027243/0x0_763569.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Quando estou s&#243; reconhe&#231;o
Se por momentos me esque&#231;o
Que existo entre outros que s&#227;o
Como eu s&#243;s, salvo que est&#227;o
Alheados desde o come&#231;o.

E se sinto quanto estou
Verdadeiramente s&#243;,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.

Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
&#201; toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 20:24:32 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-18</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-03-20</dcterms:created>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>Quando estou s&#243; reconhe&#231;o
Se por momentos me esque&#231;o
Que existo entre outros que s&#227;o
Como eu s&#243;s, salvo que est&#227;o
Alheados desde o come&#231;o.

E se sinto quanto estou
Verdadeiramente s&#243;,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.

Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
&#201; toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema Se, depois de eu morrer... - Alberto Caeiro</title>
      <description>Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
N&#227;o h&#225; nada mais simples.
Tem s&#243; duas datas --- a da minha nascen&#231;a e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias s&#227;o meus.

Sou f&#225;cil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem setimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que n&#227;o pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim sen&#227;o um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas s&#227;o reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria ach&#225;-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer crian&#231;a.
Fechei os olhos e dormi.
Al&#233;m disso fui o &#250;nico poeta da Natureza.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 20:18:20 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
N&#227;o h&#225; nada mais simples.
Tem s&#243; duas datas --- a da minha nascen&#231;a e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias s&#227;o meus.

Sou f&#225;cil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem setimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que n&#227;o pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim sen&#227;o um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas s&#227;o reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria ach&#225;-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer crian&#231;a.
Fechei os olhos e dormi.
Al&#233;m disso fui o &#250;nico poeta da Natureza.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema &#201; talvez o &#250;ltimo dia da minha vida - Alberto Caeiro</title>
      <description>&#201; talvez o &#250;ltimo dia da minha vida.
Saudei o Sol, levantando a m&#227;o direita,
Mas n&#227;o o saudei, dizendo-lhe adeus,
Fiz sinal de gostar de o ver antes: mais nada.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 20:07:40 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
      <itunes:keywords>alberto,caeiro,da,dia,e,minha,poesia,talvez,ultimo,vida</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>&#201; talvez o &#250;ltimo dia da minha vida.
Saudei o Sol, levantando a m&#227;o direita,
Mas n&#227;o o saudei, dizendo-lhe adeus,
Fiz sinal de gostar de o ver antes: mais nada.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema Fim - M&#225;rio de S&#225; Carneiro</title>
      <description>&lt;img src="http://jprsantos.podOmatic.com/mymedia/thumb/1027243/0x0_682035.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Fa&#231;am estalar no ar chicotes,
Chamem palha&#231;os e acrobatas!

Que o meu caix&#227;o v&#225; sobre um burro
Ajaezado &#224; andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por for&#231;a ir de burro.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 20:00:16 GMT</pubDate>
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      <dcterms:created>2007-03-20</dcterms:created>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Fa&#231;am estalar no ar chicotes,
Chamem palha&#231;os e acrobatas!

Que o meu caix&#227;o v&#225; sobre um burro
Ajaezado &#224; andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por for&#231;a ir de burro.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema S&#234; - Pablo Neruda</title>
      <description>&lt;img src="http://jprsantos.podOmatic.com/mymedia/thumb/1027243/0x0_882205.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Se n&#227;o puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
S&#234; um arbusto no vale mas s&#234;
O melhor arbusto &#224; margem do regato.
S&#234; um ramo, se n&#227;o puderes ser uma &#225;rvore.
Se n&#227;o puderes ser uma ramo, s&#234; um pouco de relva
E d&#225; alegria a algum caminho.

Se n&#227;o puderes ser uma estrada,
S&#234; apenas uma senda,
Se n&#227;o puderes ser o Sol, s&#234; uma estrela.
N&#227;o &#233; pelo tamanho que ter&#225;s &#234;xito ou fracasso...
Mas s&#234; o melhor no que quer que sejas.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 19:43:22 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
      <itunes:keywords>neruda,pablo,poesia,se</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>Se n&#227;o puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
S&#234; um arbusto no vale mas s&#234;
O melhor arbusto &#224; margem do regato.
S&#234; um ramo, se n&#227;o puderes ser uma &#225;rvore.
Se n&#227;o puderes ser uma ramo, s&#234; um pouco de relva
E d&#225; alegria a algum caminho.

Se n&#227;o puderes ser uma estrada,
S&#234; apenas uma senda,
Se n&#227;o puderes ser o Sol, s&#234; uma estrela.
N&#227;o &#233; pelo tamanho que ter&#225;s &#234;xito ou fracasso...
Mas s&#234; o melhor no que quer que sejas.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema Porque - Sophia de Mello Breyner Andresen</title>
      <description>&lt;img src="http://jprsantos.podOmatic.com/mymedia/thumb/1027243/0x0_682037.gif" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Porque os outros se mascaram mas tu n&#227;o 
Porque os outros usam a virtude 
Para comprar o que n&#227;o tem perd&#227;o. 
Porque os outros t&#234;m medo mas tu n&#227;o. 
Porque os outros s&#227;o os t&#250;mulos caiados 
Onde germina calada a podrid&#227;o. 
Porque os outros se calam mas tu n&#227;o. 
Porque os outros se compram e se vendem 
E os seus gestos d&#227;o sempre dividendo. 
Porque os outros s&#227;o h&#225;beis mas tu n&#227;o. 
Porque os outros v&#227;o &#224; sombra dos abrigos 
E tu vais de m&#227;os dadas com os perigos. 
Porque os outros calculam mas tu n&#227;o.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 19:01:13 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>Porque os outros se mascaram mas tu n&#227;o 
Porque os outros usam a virtude 
Para comprar o que n&#227;o tem perd&#227;o. 
Porque os outros t&#234;m medo mas tu n&#227;o. 
Porque os outros s&#227;o os t&#250;mulos caiados 
Onde germina calada a podrid&#227;o. 
Porque os outros se calam mas tu n&#227;o. 
Porque os outros se compram e se vendem 
E os seus gestos d&#227;o sempre dividendo. 
Porque os outros s&#227;o h&#225;beis mas tu n&#227;o. 
Porque os outros v&#227;o &#224; sombra dos abrigos 
E tu vais de m&#227;os dadas com os perigos. 
Porque os outros calculam mas tu n&#227;o.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema N&#227;o Posso Adiar o Amor para Outro S&#233;culo...  - Ant&#243;nio Ramos Rosa</title>
      <description>&lt;img src="http://jprsantos.podOmatic.com/mymedia/thumb/1027243/0x0_682038.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;N&#227;o posso adiar o amor para outro s&#233;culo
N&#227;o posso
Ainda que o grito sufoque na garganta
Ainda que o &#243;dio estale e crepite e arda
Sob montanhas cinzentas
E montanhas cinzentas

N&#227;o posso adiar este abra&#231;o
Que &#233; uma arma de dois gumes
Amor e &#243;dio

N&#227;o posso adiar
Ainda que a noite pese s&#233;culos sobre as costas
E a aurora indecisa demore
N&#227;o posso adiar para outro s&#233;culo a minha vida
Nem o meu amor
Nem o meu grito de liberta&#231;&#227;o

N&#227;o posso adiar o cora&#231;&#227;o.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 18:44:41 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>N&#227;o posso adiar o amor para outro s&#233;culo
N&#227;o posso
Ainda que o grito sufoque na garganta
Ainda que o &#243;dio estale e crepite e arda
Sob montanhas cinzentas
E montanhas cinzentas

N&#227;o posso adiar este abra&#231;o
Que &#233; uma arma de dois gumes
Amor e &#243;dio

N&#227;o posso adiar
Ainda que a noite pese s&#233;culos sobre as costas
E a aurora indecisa demore
N&#227;o posso adiar para outro s&#233;culo a minha vida
Nem o meu amor
Nem o meu grito de liberta&#231;&#227;o

N&#227;o posso adiar o cora&#231;&#227;o.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema Hist&#243;ria do Sr. Mar - Matilde Rosa Ara&#250;jo</title>
      <description>&lt;img src="http://jprsantos.podOmatic.com/mymedia/thumb/1027243/0x0_803645.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Deixa contar...
Era uma vez
O senhor Mar
Com uma onda...
Com muita onda...

E depois?
E depois...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
E depois...

A menina adormeceu
Nos bra&#231;os da sua M&#227;e... 


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 18:37:13 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-17</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-03-20</dcterms:created>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
      <itunes:keywords>araujo,do,historia,mar,matilde,poesia,rosa,sr.</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>Deixa contar...
Era uma vez
O senhor Mar
Com uma onda...
Com muita onda...

E depois?
E depois...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
E depois...

A menina adormeceu
Nos bra&#231;os da sua M&#227;e... 


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema Um Poema - Miguel Torga</title>
      <description>&lt;img src="http://jprsantos.podOmatic.com/mymedia/thumb/1027243/0x0_682041.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;N&#227;o tenhas medo, ouve:
&#201; um poema
Um misto de ora&#231;&#227;o e de feiti&#231;o...
Sem qualquer compromisso,
Ouve-o atentamente,
De cora&#231;&#227;o lavado.
Poder&#225;s decor&#225;-lo
E rez&#225;-lo
Ao deitar
Ao levantar,
Ou nas restantes horas de tristeza.
Na segura certeza
De que mal n&#227;o te faz.
E pode acontecer que te d&#234; paz...


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 18:28:58 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-18</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-03-20</dcterms:created>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
      <itunes:keywords>miguel,poema,poesia,torga,um</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>N&#227;o tenhas medo, ouve:
&#201; um poema
Um misto de ora&#231;&#227;o e de feiti&#231;o...
Sem qualquer compromisso,
Ouve-o atentamente,
De cora&#231;&#227;o lavado.
Poder&#225;s decor&#225;-lo
E rez&#225;-lo
Ao deitar
Ao levantar,
Ou nas restantes horas de tristeza.
Na segura certeza
De que mal n&#227;o te faz.
E pode acontecer que te d&#234; paz...


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema O Sonho - Sebasti&#227;o da Gama</title>
      <description>&lt;img src="http://jprsantos.podOmatic.com/mymedia/thumb/1027243/0x0_682042.bmp" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Pelo sonho &#233; que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? N&#227;o chegamos?
Haja ou n&#227;o frutos,
Pelo Sonho &#233; que vamos.

Basta a f&#233; no que temos.
Basta a esperan&#231;a naquilo
Que talvez n&#227;o teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que &#233; do dia-a-dia.

Chegamos? N&#227;o chegamos?

- Partimos. Vamos. Somos. 


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 18:12:11 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-15</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-03-20</dcterms:created>
      <link>http://jprsantos.podOmatic.com</link>
      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
      <itunes:keywords>da,gama,poesia,sebasti&#227;o,sonho</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>Pelo sonho &#233; que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? N&#227;o chegamos?
Haja ou n&#227;o frutos,
Pelo Sonho &#233; que vamos.

Basta a f&#233; no que temos.
Basta a esperan&#231;a naquilo
Que talvez n&#227;o teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que &#233; do dia-a-dia.

Chegamos? N&#227;o chegamos?

- Partimos. Vamos. Somos. 


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema O Lugar da Casa - Eug&#233;nio de Andrade</title>
      <description>Uma casa que fosse um areal
deserto; que nem casa fosse;
s&#243; um lugar
onde o lume foi aceso, e &#224; sua roda
se sentou a alegria; e aqueceu
as m&#227;os; e partiu porque tinha
um destino; coisa simples
e pouca, mas destino:
crescer como &#225;rvore, resistir
ao vento, ao rigor da invernia,
e certa manh&#227; sentir os passos
de abril
ou, quem sabe?, a flora&#231;&#227;o
dos ramos, que pareciam
secos, e de novo estremecem
com o repentino canto da cotovia.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 18:03:37 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-18</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-03-20</dcterms:created>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
      <itunes:keywords>andrade,casa,da,de,eug&#234;nio,lugar,poesia</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>Uma casa que fosse um areal
deserto; que nem casa fosse;
s&#243; um lugar
onde o lume foi aceso, e &#224; sua roda
se sentou a alegria; e aqueceu
as m&#227;os; e partiu porque tinha
um destino; coisa simples
e pouca, mas destino:
crescer como &#225;rvore, resistir
ao vento, ao rigor da invernia,
e certa manh&#227; sentir os passos
de abril
ou, quem sabe?, a flora&#231;&#227;o
dos ramos, que pareciam
secos, e de novo estremecem
com o repentino canto da cotovia.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema Balan&#231;a - Eug&#233;nio de Andrade</title>
      <description>No prato da balan&#231;a um verso basta
para pesar no outro a minha vida.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 17:49:51 GMT</pubDate>
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      <itunes:summary>No prato da balan&#231;a um verso basta
para pesar no outro a minha vida.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema O Sal da L&#237;ngua - Eug&#233;nio de Andrade</title>
      <description>Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
N&#227;o &#233; importante, eu sei, n&#227;o vai
salvar o mundo, n&#227;o mudar&#225;
a vida de ningu&#233;m - mas quem
&#233; hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de algu&#233;m?
Escuta-me, n&#227;o te demoro.
&#201; coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
S&#227;o tr&#234;s, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar.
Para que n&#227;o se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas s&#227;o a casa, o sal da l&#237;ngua.

Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
N&#227;o &#233; importante, eu sei, n&#227;o vai
salvar o mundo, n&#227;o mudar&#225;
a vida de ningu&#233;m - mas quem
&#233; hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de algu&#233;m?
Escuta-me, n&#227;o te demoro.
&#201; coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
S&#227;o tr&#234;s, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar.
Para que n&#227;o se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas s&#227;o a casa, o sal da l&#237;ngua.

Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema As Amoras - Eug&#233;nio de Andrade</title>
      <description>O meu pa&#237;s sabe a amoras bravas

no ver&#227;o.

Ningu&#233;m ignora que n&#227;o &#233; grande,

nem inteligente, nem elegante o meu pa&#237;s,

mas tem esta voz doce

de quem acorda cedo para cantar nas silvas.

Raramente falei do meu pa&#237;s, talvez

nem goste dele, mas quando um amigo

me traz amoras bravas

os seus muros parecem-me brancos,

reparo que tamb&#233;m no meu pa&#237;s o c&#233;u &#233; azul.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 17:33:49 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-04</dcterms:modified>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>O meu pa&#237;s sabe a amoras bravas

no ver&#227;o.

Ningu&#233;m ignora que n&#227;o &#233; grande,

nem inteligente, nem elegante o meu pa&#237;s,

mas tem esta voz doce

de quem acorda cedo para cantar nas silvas.

Raramente falei do meu pa&#237;s, talvez

nem goste dele, mas quando um amigo

me traz amoras bravas

os seus muros parecem-me brancos,

reparo que tamb&#233;m no meu pa&#237;s o c&#233;u &#233; azul.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema O Sorriso - Eug&#233;nio de Andrade</title>
      <description>Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
l&#225; dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 17:20:34 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
l&#225; dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema Casa na Chuva - Eug&#233;nio de Andrade</title>
      <description>A chuva, outra vez a chuva sobre as oliveiras.
N&#227;o sei porque voltou esta tarde
se minha m&#227;e j&#225; se foi embora,
j&#225; n&#227;o nem &#224; varanda para a ver cair,
j&#225; n&#227;o levanta os olhos da costura
para perguntar: Ouves?
Ou&#231;o, m&#227;e, &#233; outra vez a chuva,
a chuva sobre o teu rosto.

Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 17:15:49 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>A chuva, outra vez a chuva sobre as oliveiras.
N&#227;o sei porque voltou esta tarde
se minha m&#227;e j&#225; se foi embora,
j&#225; n&#227;o nem &#224; varanda para a ver cair,
j&#225; n&#227;o levanta os olhos da costura
para perguntar: Ouves?
Ou&#231;o, m&#227;e, &#233; outra vez a chuva,
a chuva sobre o teu rosto.

Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema As Palavras - Eug&#233;nio de Andrade</title>
      <description>S&#227;o como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um inc&#234;ndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas v&#234;m, cheias de mem&#243;ria.
Inseguras navegam;
barcos ou beijos,
as &#225;guas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas s&#227;o de luz
e s&#227;o a noite.
E mesmo p&#225;lidas
verdes para&#237;sos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cru&#233;is, desfeitas,
nas suas conchas puras?


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 17:08:48 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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as palavras.
Algumas, um punhal,
um inc&#234;ndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas v&#234;m, cheias de mem&#243;ria.
Inseguras navegam;
barcos ou beijos,
as &#225;guas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas s&#227;o de luz
e s&#227;o a noite.
E mesmo p&#225;lidas
verdes para&#237;sos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cru&#233;is, desfeitas,
nas suas conchas puras?


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Poema Urgentemente - Eug&#233;nio de Andrade</title>
      <description>
&#201; urgente o Amor,
&#201; urgente um barco no mar.

&#201; urgente destruir certas palavras
&#243;dio, solid&#227;o e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

&#201; urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
&#233; urgente descobrir rosas e rios
e manh&#227;s claras.

Cai o sil&#234;ncio nos ombros,
e a luz impura at&#233; doer.
&#201; urgente o amor, 
&#201; urgente permanecer.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2007 16:56:05 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-18</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-03-20</dcterms:created>
      <link>http://jprsantos.podOmatic.com</link>
      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
      <itunes:keywords>andrade,de,eug&#234;nio,poesia,urgentemente</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>
&#201; urgente o Amor,
&#201; urgente um barco no mar.

&#201; urgente destruir certas palavras
&#243;dio, solid&#227;o e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

&#201; urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
&#233; urgente descobrir rosas e rios
e manh&#227;s claras.

Cai o sil&#234;ncio nos ombros,
e a luz impura at&#233; doer.
&#201; urgente o amor, 
&#201; urgente permanecer.


Dito por: Jos&#233; Paulo Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Entrevista na R&#225;dio Renascen&#231;a</title>
      <description>&lt;img src="http://jprsantos.podOmatic.com/mymedia/thumb/1027243/0x0_682044.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;&#201; o adeus ao tradicional quadro de giz. O projecto &#8220;INTERACT&#8221; prop&#245;e a instala&#231;&#227;o de quadros multim&#233;dia nas salas de aula, com o objectivo de facilitar o ensino de todos os conte&#250;dos.
Com os quadros interactivos, o giz &#233; coisa do passado e as vantagens est&#227;o &#224; vista: desde logo a motiva&#231;&#227;o dos alunos, refere Jos&#233; Paulo Santos, do projecto &#8220;INTERACT&#8221;. 
No entanto, este &#233; um luxo para a maioria das escolas portuguesas. A experi&#234;ncia a n&#237;vel nacional arrancou em Vale de Cambra, Arouca e Castelo de Paiva e poucos mais estabelecimentos t&#234;m acesso &#224; nova tecnologia.(R&#225;dio Renascen&#231;a)
05-02-2007 15:24</description>
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      <pubDate>Tue, 06 Feb 2007 13:02:36 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Jose Paulo Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>&#201; o adeus ao tradicional quadro de giz. O projecto &#8220;INTERACT&#8221; prop&#245;e a instala&#231;&#227;o de quadros multim&#233;dia nas salas de aula, com o objectivo de facilitar o ensino de todos os conte&#250;dos.
Com os quadros interactivos, o giz &#233; coisa do passado e as vantagens est&#227;o &#224; vista: desde logo a motiva&#231;&#227;o dos alunos, refere Jos&#233; Paulo Santos, do projecto &#8220;INTERACT&#8221;. 
No entanto, este &#233; um luxo para a maioria das escolas portuguesas. A experi&#234;ncia a n&#237;vel nacional arrancou em Vale de Cambra, Arouca e Castelo de Paiva e poucos mais estabelecimentos t&#234;m acesso &#224; nova tecnologia.(R&#225;dio Renascen&#231;a)
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